vacinação

A varicela (catapora) é uma das doenças comuns da infância. Altamente contagiosa, é causada por um vírus e acomete principalmente crianças. Sua incidência é bem maior entre os meses de setembro e dezembro.

No quadro inicial da catapora pode ocorrer febre moderada e sintomas diversos, como mal-estar, perda de apetite, dor de cabeça e dor de barriga. Aparecem manchas avermelhadas pelo corpo e, em seguida, bolhinhas avermelhadas que evoluem rapidamente para pequenas pústulas e depois há a formação de crostas (casquinhas) após 3 ou 4 dias.

As manchas, bolhas, pústulas e crostas vão surgindo durante a evolução da doença, sendo comum a criança apresentar todos estes tipos de lesão ao mesmo tempo. Também há a presença de coceira.

A transmissão da catapora ocorre de pessoa a pessoa, por meio de contato direto ou de secreções respiratórias (disseminação aérea de partículas virais/aerossóis) e, raramente, por meio de contato com lesões de pele. Indiretamente é transmitida por objetos contaminados com secreções de vesículas e membranas mucosas de pacientes infectados.

O período de transmissibilidade varia de 1 a 2 dias antes da erupção até 5 dias após o surgimento do primeiro grupo de vesículas. Enquanto houver vesículas, a infecção é possível.

Na suspeita de que uma criança esteja com catapora é necessário procurar um médico para o diagnóstico, uma vez que somente um profissional qualificado poderá recomendar o tratamento e a medicação mais adequados.

Na maior parte das vezes não há indicação de uso de qualquer medicamento, sendo o mais aconselhável realizar a limpeza correta da pele com água e sabão, o que pode ser feito com cuidado durante o banho. As unhas da criança devem estar bem aparadas para evitar lesão das vesículas prevenindo o risco de novas infecções. Qualquer orientação, além desta geral, deverá ser feita pelo médico.

É importante ressaltar que apenas os casos graves são tratados com internação hospitalar.

Os casos identificados em creches ou escolas devem ser comunicados à Vigilância Epidemiológica para que a mesma oriente os pais e direção da escola ou creche sobre a melhor conduta a ser adotada.

Uma das formas de evitar a doença é através da vacina, disponível na rede pública e na rede privada. Esta doença ocorre somente uma vez na vida. Portanto, quem já teve catapora não precisa ser vacinado.

A vacina contra catapora pode ser administrada a partir dos 9 meses, se surto ou indicação médica. Mas, no calendário vacinal, é recomendada a partir dos 12 meses de idade e a segunda dose aos 15 meses de idade. Esta vacina também está indicada para adultos que não tiveram varicela. Estes devem receber duas doses da vacina, com intervalos que dependem da sua faixa etária.

A bactéria pneumococo está envolvida em múltiplas infecções, desde otite média aguda até infecções mais severas e invasivas, como pneumonia bacteriana, sepse e meningite. O pico de incidência ocorre nos extremos da vida: em menores de 2 anos de idade e pessoas com mais de 60 anos de idade.

Além disso, indivíduos com doenças crônicas e imunossuprimidos apresentam risco mais elevado para pneumonia pneumocócica. Fatores como alcoolismo, tabagismo, asma e asplenia também estão mais associados a essas infecções.

A vacina pneumocócica 23 previne doenças causadas por 23 tipos de pneumococos. É indicada para crianças a partir de 2 anos de idade, adolescentes e adultos que tenham alguma condição de saúde que aumenta o risco para doença pneumocócica. Também é recomendada como rotina para pessoas a partir de 60 anos de idade.

OBS: Para crianças, adolescentes e adultos saudáveis esta vacina não é indicada como rotina. Também não deve ser utilizada em gestantes.

Fator Rhesus é uma proteína encontrada nos glóbulos vermelhos, reconhecida como Rh positivo ou Rh negativo. Ser positivo ou negativo para o fator Rh não afeta a saúde individual da pessoa.

Essa característica é transmitida geneticamente e pode ocorrer problemas durante a gravidez se o sangue da mãe Rh negativo entrar em contato com o sangue do feto Rh positivo, levando a uma incompatibilidade sanguínea.

Dessa forma, a mãe produzirá anticorpos anti-Rh contra as células vermelhas do bebê. Esses anticorpos alcançarão o sangue do bebê na gestação atual ou em gestações futuras, por meio da placenta, o que pode ocasionar a doença hemolítica do recém-nascido. As manifestações clínicas no bebê são anemia e icterícia em graus variados e, nas formas mais graves, pode levar a morte.

A forma de prevenir esses problemas é através da aplicação da imunoglobulina anti-RH (Rhophylac), que deve ter prescrição médica.

O Rhophylac atua na prevenção da imunização ao Rh (D) em mulheres Rh (D) negativas, e no tratamento de pessoas Rh (D) negativas após transfusões incompatíveis de sangue Rh (D) positivo ou outros produtos contendo células vermelhas do sangue.

Rotavírus é um dos principais agentes virais causadores das doenças diarreicas agudas e uma das mais importantes causas de diarreia grave em crianças menores de cinco anos no mundo.

Pessoas de todas as idades são suscetíveis à infecção por rotavírus, porém, a manifestação clínica, é mais prevalente em crianças menores de cinco anos. Recém-nascidos normalmente têm infecções mais leves ou assintomáticas, provavelmente devido à amamentação e aos anticorpos maternos transferidos pela mãe.

Os sinais e sintomas clássicos do rotavírus – principalmente na faixa etária dos seis meses aos dois anos – são as ocorrências repentinas de vômitos. Na maior parte das vezes, também podem aparecer, junto com os vômitos: diarreia com aspecto aquoso, gorduroso e explosivo; febre alta.

A vacina contra rotavírus pentavalente auxilia na proteção da criança contra a gastroenterite causada pela infecção por rotavírus, que é transmitido por via fecal-oral, pelo contato direto entre as pessoas, por utensílios, brinquedos, água e alimentos contaminados.

O esquema vacinal consiste em 3 doses, a partir dos 2 meses de idade. A vacina rotavírus pentavalente é encontrada apenas na rede privada de saúde e protege contra 5 subtipos do vírus.

O sarampo, a caxumba e a rubéola são doenças contagiosas, comuns na infância.

SARAMPO: doença infecciosa grave, causada por um vírus, que pode ser fatal. Sua transmissão ocorre quando o doente tosse, fala, espirra ou respira próximo de outras pessoas. Os principais sintomas são: febre acompanhada de tosse, irritação nos olhos, nariz escorrendo ou entupido, além de mal-estar intenso. A única maneira de evitar o sarampo é pela vacina.

CAXUMBA: infecção viral aguda e contagiosa. Pode atingir qualquer tecido glandular e nervoso do corpo humano, mas é mais comum afetar as glândulas parótidas, que produzem a saliva, ou as submandibulares e sublinguais, próximas ao ouvido. É uma doença de distribuição universal, de alta morbidade e baixa letalidade, aparecendo sob a forma endêmica ou surtos. Os principais sintomas são: inchaço e dor nas glândulas salivares, podendo ser em ambos os lados ou em apenas um deles; febre; dor de cabeça; fadiga e fraqueza; perda de apetite; dor ao mastigar e engolir. A vacinação é a única maneira de prevenir a caxumba.

RUBÉOLA: doença aguda e de alta contagiosidade. A infecção por rubéola na gravidez acarreta inúmeras complicações para a mãe, como aborto e natimorto; e para os recém-nascidos, como malformações congênitas (surdez, malformações cardíacas, lesões oculares e outras). Os principais sintomas da rubéola são: febre baixa; linfoadenopatia retro auricular, occipital e cervical; exantema máculo-papular.

A vacina tríplice viral é utilizada na prevenção do sarampo, caxumba e rubéola, sendo normalmente administrada em crianças acima de 12 meses de idade. Durante o período de ocorrência de surtos, a tríplice viral pode ser dada a partir dos 6 meses de idade. A tríplice viral é uma vacina bem tolerada e pouco reatogênica.

A vacina pentavalente garante a proteção contra difteria, tétano, coqueluche, poliomielite inativada e doenças causadas por Haemophilus influenzae tipo B (responsável por infecções no nariz, meninge e na garganta).

Ela proporciona mais conveniência gerando menos sofrimento para o bebê, uma vez que combina cinco vacinas em uma única. Além disso, é comprovadamente mais segura e apresenta menor possibilidade de causar eventos adversos.

A vacinação consiste em 3 doses, a partir dos 2 meses de idade, com intervalo de 60 dias entre elas; e dois reforços, o primeiro aos 15 meses e o segundo, de 4 a 6 anos.

OBS: É preferencial fazer uso da vacina hexa com 2 e 6 meses.

As bactérias pneumococos são responsáveis por doenças pneumocócicas invasivas (pneumonias bacterêmicas, meningite, sepse e artrite) e não-invasivas (sinusite, otite média aguda, conjuntivite, bronquite e pneumonia).

Elas são disseminadas por meio de gotículas de saliva ou muco, por exemplo, quando as pessoas infectadas tossem ou espirram. Estes indivíduos podem ser portadores do pneumococo sem apresentar sinais ou sintomas da doença, porém, são capazes de infectar outras pessoas. Os portadores mais frequentes são as crianças pequenas.

A vacina pneumocócica conjugada 13 valente previne cerca de 90% das doenças graves (pneumonia, meningite, otite) em crianças, causadas por 13 sorotipos de pneumococos.

É indicada para a proteção de pessoas de todas as idades, a partir de 6 semanas.

Previne contra meningites e infecções generalizadas (doenças meningocócicas) causadas pela bactéria meningococo dos tipos A, C, W e Y. As sociedades brasileiras de Pediatria (SBP) e de Imunizações (SBIm) indicam o uso rotineiro dessa vacina para crianças, adolescentes e adultos.

Para crianças, a imunização deve começar aos 3 meses de idade com duas doses no primeiro ano de vida e reforços aos 12 meses, 5 anos e 11 anos de idade. Para adolescentes que nunca receberam a vacina meningocócica conjugada quadrivalente – ACWY, são recomendadas duas doses com intervalo de cinco anos. Para adultos, dose única.

Esta vacina é encontrada apenas na rede privada. Na impossibilidade de usar a vacina ACWY, deve-se utilizar a vacina meningocócica C conjugada.

A administração da vacina meningocócica ACWY (conjugada) deve ser adiada em indivíduos que estejam com doença febril aguda. A presença de uma infecção menor não é uma contraindicação.

A vacina meningocócica B previne meningites e infecções generalizadas (doenças meningocócicas graves) causadas pela bactéria meningococo do tipo B.

Conforme recomendações das sociedades brasileiras de Pediatria (SBP) e Imunizações (SBIm), é indicada para crianças, adolescentes e adultos até 50 anos. Dependendo do risco epidemiológico, para viajantes com destino às regiões onde há risco aumentado da doença e também para pessoas de qualquer faixa etária com patologias com maior susceptibilidade para a doença meningocócica.

A vacina contra a gripe (influenza) quadrivalente (inativada) é indicada para imunização ativa de crianças a partir de 6 meses de idade até adultos e idosos para a prevenção da influenza causada pelos vírus influenza dos tipos A (2 cepas de vírus A) e B (2 cepas de vírus B) contidos na vacina.

Anualmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) atualiza sua recomendação para a composição das vacinas da temporada seguinte, pois os vírus da gripe sofrem mutações constantemente, sendo necessário atualizar as vacinas para manter a eficácia. Por isso, é importante receber a vacina contra a gripe todos os anos.

A vacina influenza quadrivalente está disponível apenas na rede privada.

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