tríplice viral

O sarampo, a caxumba e a rubéola são doenças contagiosas, comuns na infância.

SARAMPO: doença infecciosa grave, causada por um vírus, que pode ser fatal. Sua transmissão ocorre quando o doente tosse, fala, espirra ou respira próximo de outras pessoas. Os principais sintomas são: febre acompanhada de tosse, irritação nos olhos, nariz escorrendo ou entupido, além de mal-estar intenso. A única maneira de evitar o sarampo é pela vacina.

CAXUMBA: infecção viral aguda e contagiosa. Pode atingir qualquer tecido glandular e nervoso do corpo humano, mas é mais comum afetar as glândulas parótidas, que produzem a saliva, ou as submandibulares e sublinguais, próximas ao ouvido. É uma doença de distribuição universal, de alta morbidade e baixa letalidade, aparecendo sob a forma endêmica ou surtos. Os principais sintomas são: inchaço e dor nas glândulas salivares, podendo ser em ambos os lados ou em apenas um deles; febre; dor de cabeça; fadiga e fraqueza; perda de apetite; dor ao mastigar e engolir. A vacinação é a única maneira de prevenir a caxumba.

RUBÉOLA: doença aguda e de alta contagiosidade. A infecção por rubéola na gravidez acarreta inúmeras complicações para a mãe, como aborto e natimorto; e para os recém-nascidos, como malformações congênitas (surdez, malformações cardíacas, lesões oculares e outras). Os principais sintomas da rubéola são: febre baixa; linfoadenopatia retro auricular, occipital e cervical; exantema máculo-papular.

A vacina tríplice viral é utilizada na prevenção do sarampo, caxumba e rubéola, sendo normalmente administrada em crianças acima de 12 meses de idade. Durante o período de ocorrência de surtos, a tríplice viral pode ser dada a partir dos 6 meses de idade. A tríplice viral é uma vacina bem tolerada e pouco reatogênica.

 A caxumba ou parotidite epidêmica é uma doença infecciosa aguda, causada por um vírus. O principal sinal é o aumento das glândulas salivares (parótidas) em geral dos dois lados.

É importante saber que 30 a 40% das pessoas infectadas tem a infecção inaparente, o que contribui para a disseminação da doença.

A transmissão da caxumba se faz pelo contato direto da pessoa que está infectada com a pessoa que pode pegar a doença por meio de gotículas de secreção que são expelidas quando as pessoas falam ou quando tossem.

O período de incubação da caxumba é em torno de 16 a 18 dias, mas os casos podem ocorrer de 12 até 25 dias após o contato.

A recomendação para que a pessoa portadora de caxumba se distancie das atividades habituais e do convívio social é de 5 dias após o início do aumento da parótida.

Uma das complicações da caxumba é a meningite viral, porém menos de 10% das pessoas infectadas apresentam este quadro.

Uma complicação muito comum na puberdade é a orquite, que é a inflamação aguda ou crônica do testículo, e quando não tratada adequadamente pode levar à esterilidade.

A caxumba costuma se manifestar em forma de surtos epidêmicos em escolas e instituições onde ocorre agrupamento de pessoas, principalmente adolescentes e adultos.

No ano passado (2015), no estado de São Paulo ocorreu um aumento de 82% dos números de casos de caxumba em relação a 2014 sendo que as cidades mais acometidas foram Campinas, Sumaré e Americana. Este ano ainda continuamos a ter notícias de surtos no estado de São Paulo.

Este aumento do número de casos é consequência da falta de vacinação. As pessoas devem verificar se tomaram as duas doses de vacina tríplice viral (MMR – sarampo, rubéola e caxumba). Se receberam somente a primeira dose com 1 ano de idade, então é necessário que seja feita a segunda dose.

Todas as pessoas que receberam menos de duas doses de vacina para caxumba, registradas em caderneta de vacinação, administradas a partir de 12 meses, e com intervalo mínimo de 30 dias entre elas são consideradas suscetíveis a desenvolver a doença.

Segundo o CENTRO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DA COORDENADORIA DE CONTROLE DE DOENÇAS DA SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE a profilaxia (vacinação) pós-exposição está indicada nos comunicantes acima de 12 meses de idade.

Para aqueles que nunca receberam a vacina devem receber duas doses com intervalo de 30 dias.

Os surtos que vêm ocorrendo no estado de São Paulo, não são motivos de alarme, porém são motivos de alerta para que seja feita uma revisão das condições das vacinas tríplices virais e atenção especial para a realização da segunda dose.

Converse com seu médico. Previna-se. Proteja-se. Proteja sua família.

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