Sarampo

O sarampo, a caxumba e a rubéola são doenças contagiosas, comuns na infância.

SARAMPO: doença infecciosa grave, causada por um vírus, que pode ser fatal. Sua transmissão ocorre quando o doente tosse, fala, espirra ou respira próximo de outras pessoas. Os principais sintomas são: febre acompanhada de tosse, irritação nos olhos, nariz escorrendo ou entupido, além de mal-estar intenso. A única maneira de evitar o sarampo é pela vacina.

CAXUMBA: infecção viral aguda e contagiosa. Pode atingir qualquer tecido glandular e nervoso do corpo humano, mas é mais comum afetar as glândulas parótidas, que produzem a saliva, ou as submandibulares e sublinguais, próximas ao ouvido. É uma doença de distribuição universal, de alta morbidade e baixa letalidade, aparecendo sob a forma endêmica ou surtos. Os principais sintomas são: inchaço e dor nas glândulas salivares, podendo ser em ambos os lados ou em apenas um deles; febre; dor de cabeça; fadiga e fraqueza; perda de apetite; dor ao mastigar e engolir. A vacinação é a única maneira de prevenir a caxumba.

RUBÉOLA: doença aguda e de alta contagiosidade. A infecção por rubéola na gravidez acarreta inúmeras complicações para a mãe, como aborto e natimorto; e para os recém-nascidos, como malformações congênitas (surdez, malformações cardíacas, lesões oculares e outras). Os principais sintomas da rubéola são: febre baixa; linfoadenopatia retro auricular, occipital e cervical; exantema máculo-papular.

A vacina tríplice viral é utilizada na prevenção do sarampo, caxumba e rubéola, sendo normalmente administrada em crianças acima de 12 meses de idade. Durante o período de ocorrência de surtos, a tríplice viral pode ser dada a partir dos 6 meses de idade. A tríplice viral é uma vacina bem tolerada e pouco reatogênica.

Na cidade de São Paulo já temos um surto de sarampo acontecendo durante este ano de 2019, já são 32 casos confirmados e 147 casos notificados. Antes disso não houve registro nos últimos 4 anos. Além da capital, também há registros em Santos, Santo André, Guarulhos, Osasco, Jales e Sorocaba.

Até o final do ano de 1970, o sarampo era a doença infectocontagiosa responsável pelo maior número de óbitos . Nos anos seguintes com o aumento da cobertura vacinal, melhoria da assistencia médica as crianças com complicações pós-sarampo e com o início de campanhas nacionais para erradicação da doença, que teve início no ano de 1992, houve uma queda significativa dos casos de sarampo.

Em setembro de 2016, o Comitê Internacional de Especialistas responsável pela verificação da eliminação do sarampo, rubéola e síndrome da rubéola congênita nas Américas, declarou a eliminação da circulação do vírus do sarampo na região das Américas.

Em 2017 foram notificados alguns casos (541) suspeitos porém nenhum confirmado, mas em 2018 o Brasil enfrentou surtos de sarampo em 9 estados, totalizando em torno de 1.742 casos confirmados.

A única forma de prevenir a doença é a vacinação. Faço um apelo a vocês país para prestarem atenção na carteira de vacina dos seus filhos e na de vocês também. Se tiverem dúvidas levem a carteira de vacina no posto mais próximo de sua casa ou para o médico da família.

O ministerio da saúde recomenda a vacina:

– Tríplice viral (sarampo/cachumba/rubéola) aos 12 meses.

– Entre os 15 meses e 2 anos: a segunda dose geralmente junto com a primeira dose da vacina da varicela (catapora) chamada de tetraviral.

– Crianças maiores, adolescentes e adultos não vacinados: duas doses com intervalo mínimo de um a dois meses entre elas.

– Quando a vacina é dada até 72hs após o contágio, pode abortar a evolução da doença ou minimizar suas manifestações clínicas.

A vacina é contra indicada para gestantes e bebês menores do que 6 meses ou para aqueles que estão com suspeita de sarampo e ainda para pessoas com problemas no seu sistema de defesa (imunodepressão primária ou secundária) , ou em uso de corticosteroide em dose pequena por pelo menos 15 dias e, em pessoas com histórico de reações anafiláticas após a primeira dose.

O sarampo e uma doença infecciosa aguda viral, extremamente contagiosa. A transmissão ocorre de forma direta por meio das secreções do nariz e boca expelidas ao espirrar, tossir, falar ou até mesmo respirar. Também de forma indireta por dispersão de aerossóis com particulas virais no ar em ambientes fechados.

A transmissão ocorre em torno de 5 dias antes do surgimento das manchas vermelhas (exantema) e pode durar até 4 a 5 dias após o desaparecimento da mesma. Os pacientes devem ficar afastado de suas atividades por até 7 dias após o aparecimento das manchas vermelhas.

Os bebês de até 9 meses geralmente estão protegidos pelos anticorpos da mãe, ainda presente nesta faixa etária.

Com relação ao quadro clínico, primeiro surge a febre que gralmente é alta, acompanhada de tosse, coriza e uma conjuntivite não purulenta. 3 a 5 dias após o início desses sintomas sugem as manchas vermelhas no corpo (exantema) e é quando se acentuam os sintomas. As machas começam atrás da orelha e na linha do cabelo e vão se expalhando para o resto do corpo, braços e pernas, e aí da palma das mãos e planta dos pés e pode durar de 5 a 6 dias. 1 a 2 dias antes do exantema podem aparecer pequenas manchas de cor de cor azul-esbranquiçadas na parte interna das bochechas (chama manchas de koplik) . Nesta fase já ocorre um comprometimento maior do estado geral e é quando podem ocorrer as complicações bacterianas como: otite, laringotraqueobronquite, diarréia, pneumonia e complicações graves como cegueira, pneumonia e encefalite viral (inflamação no cérebro) – podendo levar ao óbito.

Após essa fase mais aguda os sintomas começam a melhorar, as manchinhas vermelhas vão ficando mais escurecidas e surge uma descamação fina na pele.

Ocorre muita dificuldade de reconhecer está doença pois ela já estava erradicada no Brasil e pode ser confundida com outras infecções que cursam com manchas vermelhas na pele. O diagnóstico se faz através da sorologia em amostras de de soro ou detecção viral de secreção de nasofaringe e urina e também pode ser feito pela cultura.

Não existe medicação específica para o tratamento, sendo apenas sintomático para alívio dos sintomas, como hidratação, analgésico e suporte nutricional. Antibióticos são contra indicados e só serão indicados se houver uma complicação bacteriana secundária com infecção de ouvido ou pneumonia bacteriana por exemplo.

Todas as crianças devem receber 2 doses de vitamina A e em adultos depende da avaliação do médico que está acompanhando o caso.

Espero ter ajudado.

Até breve.

Dra. Cláudia Lobo Cesar

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