Meningite B

A vacina meningocócica B previne meningites e infecções generalizadas (doenças meningocócicas graves) causadas pela bactéria meningococo do tipo B.

Conforme recomendações das sociedades brasileiras de Pediatria (SBP) e Imunizações (SBIm), é indicada para crianças, adolescentes e adultos até 50 anos. Dependendo do risco epidemiológico, para viajantes com destino às regiões onde há risco aumentado da doença e também para pessoas de qualquer faixa etária com patologias com maior susceptibilidade para a doença meningocócica.

Existem diferenças entre as vacinas da rede pública e as da rede particular?

 Em primeiro lugar é necessário deixar muito claro que ambas são muito seguras e fornecem uma boa proteção imunológica. Porém, não são totalmente iguais, e as da rede particular fornecem mais benefícios individuais do que as da rede pública, conforme descreveremos a seguir.

As diferenças ocorrem porque cabe ao sistema público vacinar o indivíduo com foco na saúde coletiva enquanto cabe ao sistema privado vacinar o indivíduo com foco na proteção individual

A vacina TRÍPLICE BACTERIANA (difteria/coqueluche/tétano); na rede particular a vacina tem um formulação diferente daquela da rede pública e por isto provoca bem menos reações e com intensidade menor.

A vacina ROTAVÍRUS na rede pública é a monovalente, que protege apenas contra um sorotipo de Rotavirus, mas oferece proteção cruzada contra outro sorotipo e é dada em 2 doses, na rede privada a vacina Rotavirus é Pentavalente, portanto atua na proteção contra 5 sorotipos diferentes de vírus e é feita em 3 doses, portanto confere mais proteção ao bebê.

As vacinas contra MENINGITE tem uma grande diferença, uma vez que na rede pública a vacina oferecida é somente contra a Meningite C enquanto na rede privada existe a disponibilidade da vacina contra meningite A, C, W, Y, fornecidas em uma aplicação (ACWY) e a vacina contra a meningite B. A importância destas vacinas reside no fato de que tem sido observado aumento na proporção de casos de doença meningocócica pelos sorotipos B e W em muitos países, inclusive o nosso.  Além disso, em muitos países o risco de infecção pelos tipos B, A, W e Y é maior que no Brasil, de modo que esta vacina se torna a melhor opção para viajantes.

A vacina Haemophilus tipo B é idêntica na rede pública e na rede particular, porém a diferença está em que na rede privada é oferecida uma dose a mais, garantindo ainda mais a proteção das crianças.

A vacina PNEUMCÓCICA (Pneumo 10 ou Pneumo 13). Na rede pública é fornecida a Pneumo 10, que protege contra 10 subtipos de pneumococos enquanto que a Pneumo 13, disponível somente na rede privada irá proteger contra 13 subtipos de pneumococos.

A vacina contra VARICELA (catapora) tanto da rede pública quanto da rede particular são iguais, porém na rede pública é oferecida apenas uma dose enquanto que na rede particular são oferecidas 2 doses o que confere maior proteção á criança.

A vacina contra a HEPATITE A também, tanto da rede pública quanto da rede particular são iguais, porém na rede pública é oferecida apenas uma dose enquanto que na rede particular são oferecidas 2 doses.

A vacina contra HPV é a quadrivalente tanto na rede pública quanto na privada, porém na rede pública está disponível para meninas de 9 a 13 anos e na rede privada, está disponível para meninas e mulheres de 9 a 45 anos e para meninos e homens de 9 a 26 anos.

A rede particular segue as recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

Converse com seu médico, converse com a LABENE.

MEU BEBÊ TEM 6 MESES – E AGORA?

 

 Aos 6 meses, o bebê enxerga e ouve quase tão bem como os adultos e gostam de atenção, esforçando-se para consegui-la. O bebê começa a descobrir que qualquer comportamento seu, quer seja bom ou não, chama a atenção. Assim, nesta fase, já é importante começar a elogiar sempre o bom comportamento.

Nesta idade os bebês também começam a balbuciar palavras; ba-ba-ba, ma-ma-ma, da-da-da.

Uma maneira indicada para estimular o bebê é você repetir o que ele diz, ou prestar atenção no que ele balbucia como se você estivesse compreendendo o que ele esta dizendo.

Com 6 meses o bebê gosta de pegar tudo o que está ao seu alcance e leva tudo à boca, para experimentar texturas, sabores e consistência. Por isso, durante esta fase os pais precisam tomar cuidado, ficando atentos ao que o bebê põe na boca para evitar que engula coisas pequenas. Nesta faze o bebê gosta de apertar uma bola de plástico macio, passar a mão por texturas, ouvir um barulho de sininho dentro de um bicho de pelúcia ou babar em um mordedor gelado.

Apesar de aparentemente não entender, a leitura em voz alta passa a chamar a atenção do bebê a partir desta fase. Ele vai gostar de olhar para imagens de cores vivas e se acomodar no seu colo. A partir desta idade a leitura será sempre um momento prazeroso de aconchego e socialização.

Os bebês que nascem prematuros terão um desenvolvimento um pouco diferente daqueles bebes que nasceram a termo. Não precisa se preocupar porque os pediatras avaliarão o desenvolvimento do seu bebê usando a idade corrigida que é uma maneira de acompanhamento correto do desenvolvimento do bebê.

Nunca se esqueça de que cada bebê se desenvolve de uma maneira, seguindo seu próprio ritmo, estas são referências de uma etapa que seu bebê deverá alcançar ou agora ou em pouco tempo.  Não fique ansiosa se o seu bebê ainda não faz aquilo que você espera que ele faça. O pediatra é a melhor referência para analisar o desenvolvimento do seu bebê.

Aos 6 meses, o leite materno continua sendo o alimento fundamental para o bebê, porém a partir desta fase já é possível se iniciar o estimulo do paladar com frutinhas e alguma papinhas que o seu pediatra irá orientar.

Não dê sucos de frutas, prefira dar as frutas raspadinhas ou amassadas. Se quiser dar líquidos dê água. Não estimule o seu bebê com alimentos doces, isto não é saudável.

Aos seis meses existem vacinas que devem ser aplicadas. As que são habitualmente aplicadas nesta idade são as vacinas Hexavalente, Rotavirus, Pneumocócica e Meningite ACWY ou Meningite C, preconizadas pela Sociedade Brasileira de Imunização e pela Sociedade Brasileira de Pediatria.

Lembre-se a vacinação é o meio mais seguro de se evitar uma série de doenças. Na dúvida sempre consulte o pediatra.

PNEUMONIA – PREVINA-SE

 

Estamos passando por um período em que a incidência de gripe está ocorrendo em níveis mais elevados do que em anos anteriores, de forma que as pessoas ficaram mais preocupadas, procurando uma forma de se prevenir contra o vírus H1N1 através da vacinação.

Sempre que se fala em gripe, pensa-se também em pneumonia. Apesar de serem doenças diferentes, algumas coisas são comuns, por exemplo, a febre, a prostração, tosse, etc.

A pneumonia, diferente da gripe, geralmente é causada por uma bactéria denominada pneumococo. Esta mesma bactéria pode também causar outras doenças como a sinusite, otite e meningite.

É possível também esta mesma bactéria levar a quadro de septicemia, quadro este de gravidade bem maior.

Todos estamos vulneráveis a estas bactérias, porém quando por alguma razão nossa resistência está diminuída, aí então passamos a ter predisposição para desenvolver as doenças acima citadas.

O inverno é a época mais propícia para as infecções respiratórias como resfriados, gripes e pneumonias. Nesta época os quadros de pneumonia aumentam em até 30%.

Esta doença se desenvolve principalmente nas pessoas idosas ou muito jovens. Em adultos, ocorre com maior frequência em homens, fumantes e durante o inverno. A pneumonia pode ser perigosa para os pacientes frágeis e para esses, um tratamento em um meio hospitalar é na maioria das vezes necessário. Em uma pessoa normal, uma pneumonia pode ser tratada em casa e ela dura em geral de duas a três semanas.

Há um século, um famoso médico chamado Willian Osler já constatava que “a pneumonia é o final natural das pessoas idosas…” hoje isto ainda é uma verdade, porém, agora temos como prevenir.

Assim como para a gripe, a pneumonia também tem uma vacina e esta vacina previne contra as infeções pelo pneumococo (pneumonia, otite, meningite, septicemia).

Há muito que vacinação deixou de ser coisa de criança, e hoje contamos com várias vacinas indicadas para uso adulto.

A vacina “pneumocócica 13-valente (conjugada)” comumente chamada de Pneumo 13, esta indicada na infância e nas pessoas maiores do que 50 anos e a aplicação é intramuscular.

Os idosos fumantes, pela grande probabilidade de virem a desenvolver doenças respiratórias, devem ser orientados a receberem a vacina contra pneumonia.

Os idosos portadores de doenças crônicas como problemas cardíacos, diabetes, problemas respiratórios, etc, tem indicação formal para serem vacinados.

As pessoas com mais de 50 anos, mesmo que não tenham doenças crônicas também tem indicação de receberem a vacina, converse com seu médico.

 

 

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No dia 05/01/2015 a ANVISA aprovou a vacina adsorvida meningocócica B (recombinante), internacionalmente conhecida como Bexsero®.

A vacina adsorvida meningocócica B (recombinante) é indicada para proteção de crianças, adolescentes e adultos dos 2 meses aos 50 anos de idade contra a doença causada pela bactéria Neisseria meningitidis do sorogrupo B.

Em 2013, a doença meningocócica causada pelo sorogrupo B representou aproximadamente 19% dos casos de doença meningocócica sorogrupados em todas as faixas etárias no Brasil. Em lactentes < 1 ano de idade, o sorogrupo B respondeu por 47% dos casos em 2013, sendo o principal sorogrupo causador da doença nesta faixa etária no país. 

A previsão é de que a vacina esteja disponível no mercado brasileiro no primeiro semestre de 2015.

 

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