Autismo

Dia 02 de abril é o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo. A data foi instituída pelas Nações Unidas em 2008, com objetivo de ampliar o conhecimento sobre um problema que calcula-se atingir uma em cada 110 crianças. Segundo o dr. Ricardo Halpern, presidente do Departamento Científico (DC) de Pediatria do Desenvolvimento e Comportamento da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), “é mais frequente que muitas doenças e ocorre mais em meninos, numa proporção de quatro para uma menina”. No Brasil foi feito um único estudo epidemiológico, realizado em Atibaia (SP), que encontrou uma prevalência de 27 por 10.000 habitantes. Acredita-se que existam em torno de dois milhões de autistas no País.

De acordo também com o dr. Ricardo, “está no grupo dos Transtornos Invasivos do Desenvolvimento e é melhor denominado Transtorno do Espectro Autista (TEA), terminologia mais apropriada, em razão da complexidade do quadro e da diversidade de sintomas”. Todas as áreas do desenvolvimento da criança são afetadas. “Em geral, o TEA acomete os indivíduos antes dos três anos de idade, se caracteriza por comprometer a capacidade de comunicação verbal e não verbal, reciprocidade social, e se acompanha de comportamentos bizarros ou estereotipados”, explica.

O presidente do DC salienta que “o autismo tem na sua etiologia uma base genética. Fatores ambientais e biológicos como prematuridade e problemas perinatais, por exemplo, podem ser gatilhos para que os indivíduos com a alteração genética desenvolvam o problema. A identificação dos sinais de autismo é decisiva na condução do tratamento. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, mais precoce também será a intervenção e maior o sucesso na diminuição dos sintomas”. Por isso mesmo, “acompanhando a criança desde os primeiros momentos de vida, conhecendo também a dinâmica de sua família, o pediatra tem uma posição ímpar nesta prevenção”, ressalta o dr. Ricardo.

Texto divulgado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Fabiane Massafera Rosa

Fonoaudióloga Clínica – LABENE Clínica e Vacinas

Fonoaudióloga APAE de Itatiba (Programa A.M.E.)

        BEM VINDA AO MUNDO DAS MÃES ESPECIAIS

A descoberta da gravidez é uma mistura de medos, anseios e felicidade. A partir daí, nasce uma mãe. Uma mãe que espera a vinda de um filho saudável, lindo (“a cara da mamãe, de preferência…”) e querido por todos. Os meses passam e o desenvolvimento daquele bebê tão idealizado é aquém do esperado. Surge aí a avalanche de dúvidas, comparações com outras crianças, até que o diagnóstico vem. O diagnóstico que resulta na interrupção do sonho e no nascimento da realidade para qual nenhuma mãe se preparou. “Meu filho é especial. Meu filho é autista”.

O Transtorno do Espectro do Autista (TEA) é uma condição que afeta o desenvolvimento humano principalmente em áreas responsáveis pela comunicação, socialização e comportamento. Infelizmente o autismo não tem cara, forma física e nem é diagnosticado em exames de sangue ou quaisquer outros laboratoriais. O comportamento da criança, complementado a dados de uma equipe de especialistas e familiares, nos leva a um diagnóstico. Estudos recentes, demonstram a eficácia da realização de uma triagem para detectar autismo em bebês de até 2 anos de idade. A detecção precoce é importante para o desenvolvimento dessa criança, desde a linguagem, aspectos sociais e escolares.

Dificuldades na linguagem, interação social, padrões inadequados de comportamento e repetições sem finalidade, são os principais sintomas. Outros sintomas são apresentados também, porém, convém ressaltar que cada criança é diferente uma da outra, e isso não vai ser diferente na criança autista. A informação e estabelecimento de rotinas que adiantem as ações são de extrema importância para o indivíduo com TEA. Estes, são muito concretos, geralmente não entendem piadas ou mensagens no sentido figurado da língua, não são sensíveis à dor, não tem noção do perigo, apresentam dificuldade em processamento de informações dentre outros sintomas.

O envolvimento de uma Equipe Multiprofissional, atrelados a exames complementares no atendimento desta criança, só tem a acrescentar em seu desenvolvimento. No A.M.E. (Atendimento Multidisciplinar Externo), uma equipe realiza a avaliação complementar após a triagem pela instituição. As crianças atendidas e encaminhadas, já são acompanhadas junto à equipe, familiares e à escola, tripé este responsável para o sucesso de uma Inclusão Efetiva.

A parceria também se estende ao médico pediatra, que encaminha a criança, mesmo que nos primeiros meses, com algumas características observadas, para avaliação fonoaudiológica. Esta primeira observação/e ou impressão devem ser exploradas e acompanhadas no decorrer das sessões de terapia e desenvolvimento desta criança, tanto na escola como no ambiente familiar.

A intervenção precoce e continuada do fonoaudiólogo nos Distúrbios de Desenvolvimento, juntamente com a parceria da escola e da Equipe Multidisciplinar é fundamental para que o quadro clínico apresentado pelos indivíduos com Transtorno do Espectro Autista evolua satisfatoriamente, no que tange a sua comunicação geral e em especial para o desenvolvimento de sua linguagem receptiva e expressiva, oral, gestual e escrita, capacitando-o para compreender, ser compreendido e agir sobre o ambiente que o cerca.

 

 

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