PORTADORES DE DOENÇAS CRÔNICAS E VACINAÇÃO

PORTADORES DE DOENÇAS CRÔNICAS E VACINAÇÃO

 

O aumento da expectativa de vida, decorrente de uma série de fatores como os avanços na área médica, acabam por aumentar também o número de pessoas com doenças crônicas, o que torna as imunizações um recurso importante que influencia a redução da morbidade e mortalidade nesse grupo de pessoas.

Muitas doenças crônicas aumentam o risco para infecções que podem ser prevenidas por imunização, evitando-se também uma descompensação da doença principal, por exemplo: uma pessoa com problemas cardíacos tem uma possibilidade maior de contrair pneumonia e esta pneumonia agravar o seu problema no coração.

Assim, a indicação de esquemas vacinais deve ser norteada pelas características de cada doença e a predisposição para infecções que podem ser evitadas com a vacinação.

O Programa Nacional de Imunizações (PNI), por meio dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (Cries), oferece aos portadores de doenças crônicas e seus contactantes o acesso à imunização, obedecendo às normas publicadas em manual específico.

Apesar de ser um assunto de grande complexidade, todo indivíduo deve estar com seu calendário de vacinação em dia.

Tal orientação quanto ao calendário de vacinação deve ser dada ou pelo médico do paciente ou pelo médico das clínicas de vacinação quer sejam públicas ou privadas. Esta é uma das razões porque os Conselhos Regionais de Medicina exigem a presença de um médico como Responsável Técnico pelos serviços de vacinação.

Existem vacinas que pacientes pertencentes a estes grupos especiais devem receber e outras vacinas que não podem receber.

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) tem uma orientação técnica com as vacinas que devem ser especialmente recomendadas aos indivíduos com risco aumentado para aquisição e/ou complicações de doenças imunopreveníveis.

Os médicos devem seguir tais orientações, uma vez que ali está a fundamentação de cada indicação e as orientações conforme a patologia e a presença de outras condições especiais.

É muito importante se saber que, por exemplo, pacientes portadores de doenças reumatológicas e que fazem uso de medicamentos que diminuem a resistência (imunossupressores) não apresentam risco maior para eventos adversos ao receberem vacinas inativadas. No entanto, as vacinas vivas atenuadas podem representar riscos e seu uso deve ser analisado pelo médico em cada caso individualmente.

Também é de extrema importância a vacinação dos contactantes (familiares e cuidadores), uma vez que reduz os riscos de infecção dos portadores de doenças crônicas, principalmente no caso de imunodeprimidos para os quais a vacinação está contraindicada ou a eficácia da vacina está comprometida.

A SBIm tem calendários específicos para os portadores de doenças hepáticas (do fígado) crônicas, doenças cardíacas crônicas, doenças pulmonares crônicas, doenças neoplásicas, pessoas em uso de imunossupressores, doença renal crônica, ausência do baço, doenças reumatológicas, pessoas transplantadas ou candidatas a transplante, transplantados com células tronco e outras situações especiais.

Converse com o seu médico, converse com o médico da LABENE, proteja-se, proteja seu familiar.

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