Meningite: sintomas e prevenção

Ocorre em todo o mundo como uma doença endêmica apesar de que no Brasil é mais comum no final do inverno. Cerca de 50% da população pode ser portador da bactéria, sem manifestar doença, em alguma época da vida. A Meningite é causada pela bactéria Neisséria Meningitidis (NM), causa mais comum de meningite no Brasil ainda é a viral. A doença meningocócica nem sempre é acompanhada por meningite.

Pode variar desde uma febre transitória até uma doença fulminante que pode levar a morte em poucas horas. A meningite é a principal manifestação (70%), já a meningococcemia fulminante ocorre em apenas 4% dos casos.

Na doença meningocócica com bacteremia isolada. O início pode ser lento como qualquer outro quadro infeccioso, não específico porém o mais comum é um quadro súbito com febre alta, calafrios, dores musculares, dores nas pernas, mãos e pés frios, prostração e manchinhas bem vermelhas(petequeias) ou roxas na pele (púrpura).

Quando ocorre a meningite os sintomas são idênticos aos sintomas apresentados por outras bactérias. Neste caso ocorrem os vômitos em jato e a dor de cabeça, rigidez de nuca e alteração da consciência com grande prostração.

A criança também pode ficar muito irritada e apresentar convulsões. Muitas vezes os sintomas característicos demoram um pouco para aparecer, dificultando o diagnóstico precoce.

A incidência é maior no final do inverno mais pode ocorrer em qualquer época do ano. A rigidez de nuca assim como outros sinais de irritação meníngea estão presentes na meningite por meningococo mas não na bacteremia sem meningite portanto não afasta a doença meningocócica. E outro ponto importante é que nas crianças abaixo de 2 anos, mesmo na presença da meningite esses sinais são difíceis de avaliar.

No bebê que ainda tem fontanela, o exame da mesma pode ajudar muito, uma vez que provavelmente vai estar tensa e abaulada. Sequelas podem ocorrer em 19% dos sobreviventes e incluem perda auditiva, amputação de membros, sequelas neurológicas e cicatrizes cutâneas.

O tratamento é hospitalar com antibiótico por Via endo-venosa por 7 dias, ou mais dependendo de cada caso em particular. Existem 12 sorotipos de meningococo porém 5 destes se destacam (A, B, C, Y, e W) pela maior gravidade, e prevalência, que variam de região geográfica e idade.

Segundo dados do Sereva Em Santa Catarina predomina o sorotipo W. Em crianças menores de 5 anos predomina a meningite pelo sorotipo B (em torno de 60%). O sorotipo C predomina mais nos não vacinados. No Estado de São Paulo a prevalência do sorotipo B é em torno da mesma prevalência do sorotipo C. A vacina contra o meningococo C esta na rede pública desde 2010 e desde 2000 na rede particular. Os níveis de anticorpos protetores não duram mais do que 5 anos e sendo uma doença agressiva e de rápida evolução precisamos de altos níveis de anticorpos protetores.

Pela característica da doença meningocócica como rápida evolução, gravidade e alta taxa de mortalidade fazem com que a prevenção através de vacinas seja de fundamental.

O Ministério da Saúde recomenda e disponibiliza gratuitamente a vacina meningocócica C conjugada (MenC) para crianças menores de cinco anos (até 4 anos, 11 meses e 29 dias) e adolescentes de 11 a 14 anos. Rotina: 3 doses – aos 3, 5 e 12 meses de idade. Crianças de um a quatro anos de idade não vacinadas: uma dose. Reforço ou dose única para adolescentes de 11 a 14 anos.

Dra. Cláudia Lobo César

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