VACINA CONTRA O HPV – Querem impedir o uso

VACINA CONTRA O HPV – Querem impedir o uso

Noticiário recente divulgou que em Uberlândia o Ministério Público Federal ajuizou ação civil pública pedindo que a Justiça Federal proíba a rede pública de Saúde de aplicar a vacina contra o HPV em todo o território nacional.

Para esclarecimento dos nossos clientes, transcreveremos trechos de carta divulgada pela Sociedade Brasileira de Imunizaçõesdemonstrando tecnicamente a inexistência de elementos que possam dar sustentação à argumentação do MPF.

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) vem reafirmar seu apoio à Campanha de Vacinação contra o HPV do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e se opõe à solicitação do Ministério Público Federal de proibir essa ação de utilidade pública.

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) repudia veementemente a solicitação do Ministério Público Federal em Minas Gerais (MPF) para que a Justiça Federal proíba a oferta da vacina contra o HPV nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e anule os atos normativos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que dispõem sobre o imunobiológico. A ação põe em risco a saúde de milhares de brasileiras. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), anualmente, 5 mil mulheres morrem e outras 15 mil descobrem ter câncer de colo do útero no país. A relação entre o HPV e o câncer do colo do útero é hoje categórica e indiscutível, e sua demonstração foi, inclusive, motivo de prêmio Nobel para o alemão Harald zur Hausen. Hoje sabe-se que o HPV está relacionado a 99,7% dos casos.

As justificativas apresentadas no documento são, no mínimo, sem embasamento científico e não condizem com o histórico do MPF, instituição que sempre zelou — e certamente zelará — pela defesa dos interesses da sociedade. É difícil aceitar que uma medida dessa gravidade seja tomada com base na colocação de um único profissional que afirma ter visto inúmeros casos de danos neurológicos consequentes a aplicação da vacina, em total contradição com a experiência mundial e brasileira.

Importante salientar que a vacina HPV quadrivalente é aprovada em 133 países e faz parte de mais de 60 programas nacionais de imunizações em todo mundo. Nos países onde a cobertura vacinal foi maior que 50% da população alvo, observou-se 68% de redução da infecção pelos HPV 16 e 18, detectada a partir do primeiro ano após a introdução da vacina e 61% de redução das verrugas genitais em meninas de 13 a 19 anos.

…”

É de extrema importância que a população continue seguindo as orientações do Ministério da Saúde e da ANVISA, assim como as recomendações com fundamentação científica da SBIm.

Sempre existiu e sempre existirão manifestações contrárias à utilização de vacinas de um modo geral. Quando isto ocorrer lembrem-se das doenças que ou foram erradicadas ou estão sob controle em decorrência do uso das vacinas (varíola, paralisia infantil, etc).

A íntegra da carta da SBIm pode ser vista no seguinte endereço:

http://www.sbim.org.br/wp-content/uploads/2015/12/posicionamento-SBIm-frente-a-acao-do-MPF-18.12.15.pdf

Ou no site www.sbim.org.br

A Labene Clínica e Vacinas está sempre atenta para oferecer o que há de melhor.

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