CONVULSÕES FEBRIS

CONVULSÕES FEBRIS

 

A convulsão febril é definida como uma crise convulsiva acompanhada por febre. A temperatura deve ser maior ou igual a 38ºC. Este tipo de convulsão ocorre em crianças de 6 meses a 60 meses de idade quando não há evidência de infecção ou inflamação do sistema nervoso central, alteração metabólica e sem história prévia de crise convulsiva.

As convulsões febris não devem ser confundidas com epilepsia. A epilepsia é um quadro que se caracteriza por crises epilépticas recorrentes, sem febre.

A convulsão febril é um dos problemas neurológicos mais frequentes na infância, sendo que aproximadamente 2% a 5% das crianças menores que cinco anos de idade apresentarão pelo menos um episódio de convulsão febril.

As razões porque ocorrem convulsões febris ainda não está bem esclarecida. A maioria dos artigos médicos relaciona tal fato à imaturidade do cérebro da criança.

Os descendentes de pais que apresentaram convulsão febril tem uma probabilidade maior de apresentar o quadro, sendo que se estima que filhos de pais que foram acometidos por convulsão febril tiveram um risco aproximadamente 4,5 vezes maior do que a população geral de também apresentarem crise febril, e esse risco pode ser ainda maior (aproximadamente 8 vezes) quando a mãe é acometida. Portanto existe um fator hereditário que influencia no aparecimento da convulsão febril.

A presença da febre é uma intercorrência determinante, porém o tipo de infecção associada não tem relação direta, quer seja vírus ou bactérias, ou outro tipo de agente.

Habitualmente, as convulsões febris são generalizadas, de curta duração, únicas e precoces em uma mesma doença febril. Essas características definem as convulsões febris simples ou típicas.

No que se refere ao risco de epilepsia em crianças que tiveram convulsão febril, sabe-se que o risco é bastante baixo. No entanto, pode aumentar na presença de alguns fatores como: anormalidades do desenvolvimento neurológico, história familiar de epilepsia e crises febris complexas.

Não existem evidências de que a realização de um eletroencefalograma possa ser utilizado para prever se uma criança irá desenvolver epilepsia após um episódio de convulsão febril simples.

A maior parte das crises termina antes dos pacientes chegarem ao pronto-atendimento e o médico na maioria das vezes avalia a criança já no período pós-convulsivo.

As febres nesta faixa etária, na grande maioria das vezes são causadas por doenças que podem ser prevenidas com um programa de vacinação adequado.

Converse com seu médico, converse com a LABENE.

 

×
Ola, o que podemos ajudar?