‘Como melhor proteger a população contra a doença meningocócica’ é tema de palestra em Itatiba

Da Redação

Palestra-Felipe-Lorenzato01Na última quarta-feira, foi realizada em Itatiba, no AZ Restaurante, a palestra ‘Como melhor proteger a população contra a doença meningocócica’, ministrada pelo médico PhD em Patologia Molecular pela University College London (UCL, Londres), Felipe Lorenzato. Voltado para a classe médica, o evento foi organizado pela Labene Clínica e Vacinas, com o apoio da Novartis Brasil. Dentre os principais tópicos abordados na palestra, estavam: desafios na detecção precoce da doença meningocócica, epidemiologia geral, carga da enfermidade no Brasil e vacinas em geral.

“O apoio da classe médica foi importante para o sucesso do evento, que teve como objetivo informar sobre os avanços na área de pesquisa da doença meningocócica e o lançamento, em nível nacional, da nova vacina específica contra o meningococo B”, comentou o médico clínico, Sérgio Pasian, responsáveltécnico da Labene Clínica e Vacinas.

A DOENÇA

A doença meningocócica é uma forma potencialmente grave de meningite. Segundo Lorenzato, a doença é caracterizada pelo rápido acometimento e progressão em crianças e adolescentes. Dentre os principais sintomas, estão: cefaleia, dor de garganta, febre, perda de apetite, náuseas, vômitos, irritabilidade, dores na perna, tontura, entre outros. Segundo o palestrante, a doença meningocócica é transmitida de forma direta, por meio de gotículas de secreções da garganta. O período de incubação é curto, de dois a dez dias. A transmissão pode ocorrer no período em que o meningococo permanecer na garganta do doente ou portador, sendo que aproximadamente 10% da população pode apresentar-se como portador assintomático. No País, a faixa etária mais atingida é de 20 a 39 anos de idade, sendo que, dentre os Estados brasileiros, o maior número de casos notificados é em São Paulo. Na Região Metropolitana de Campinas (RMC), a faixa de 20 a 39 anos de idade também é a mais atingida, seguida por pessoas de 40 a 59 anos de idade. Em 2014, na RMC, foram registrados oito casos da doença meningocócica em crianças menor que um ano de idade. A quantia é 50% superior em relação a 2013, segundo o DataSUS.

FATORES

A maioria dos casos da doença meningocócica ocorre em pessoas anteriormente saudáveis sem fatores de risco identificados. Muitos fatores contribuem para o risco de contrair a doença meningocócica em crianças. Entre eles, o sistema imune debilitado; irritação da nasofaringe (exposição como fumante passivo, infecções recentes do trato respiratório superior); fatores sociais (contato próximo com um caso da doença meningocócica, aglomeração familiar, convivência em pré-escola e escola primária); viagem ou residência (viajar para e/ou residir em países hiperendêmicos ou endêmicos para a doença). Adolescentes e adultos jovens estão mais expostos aos riscos de aquisição da doença meningocócica, por conta de: tabagismo, dormitórios compartilhados, convivência em aglomerações, bares, baladas, contatos íntimos, viagens para regiões endêmicas, alojamentos militares, entre outros.

ESTADO

Em 2013, em crianças menores de cinco anos de idade no Estado de São Paulo, 51% dos casos foram atribuídos ao MenB, 39% ao MenC, 5% ao MenW e 5% ao MenY. É importante observar que os sorogrupos W e Y juntos representaram 10% dos casos confirmados da doença meningocócica invasiva nessa faixa etária A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) recomendam uma dose de reforço para as crianças aos cinco e aos 11 anos de idade com uma vacina meningocócica conjugada, preferencialmente, uma que proteja de forma mais ampla contra os sorogrupos ACWY9,10. A primeira vacina contra meningite B aprovada a partir dos dois meses de idade estará disponível no Brasil a partir de maio de 2015.

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Fontes: JORNAL DE ITATIBA-Diário – Matéria de Sábado, 4 de abril de 2015.

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