CAXUMBA

 A caxumba ou parotidite epidêmica é uma doença infecciosa aguda, causada por um vírus. O principal sinal é o aumento das glândulas salivares (parótidas) em geral dos dois lados.

É importante saber que 30 a 40% das pessoas infectadas tem a infecção inaparente, o que contribui para a disseminação da doença.

A transmissão da caxumba se faz pelo contato direto da pessoa que está infectada com a pessoa que pode pegar a doença por meio de gotículas de secreção que são expelidas quando as pessoas falam ou quando tossem.

O período de incubação da caxumba é em torno de 16 a 18 dias, mas os casos podem ocorrer de 12 até 25 dias após o contato.

A recomendação para que a pessoa portadora de caxumba se distancie das atividades habituais e do convívio social é de 5 dias após o início do aumento da parótida.

Uma das complicações da caxumba é a meningite viral, porém menos de 10% das pessoas infectadas apresentam este quadro.

Uma complicação muito comum na puberdade é a orquite, que é a inflamação aguda ou crônica do testículo, e quando não tratada adequadamente pode levar à esterilidade.

A caxumba costuma se manifestar em forma de surtos epidêmicos em escolas e instituições onde ocorre agrupamento de pessoas, principalmente adolescentes e adultos.

No ano passado (2015), no estado de São Paulo ocorreu um aumento de 82% dos números de casos de caxumba em relação a 2014 sendo que as cidades mais acometidas foram Campinas, Sumaré e Americana. Este ano ainda continuamos a ter notícias de surtos no estado de São Paulo.

Este aumento do número de casos é consequência da falta de vacinação. As pessoas devem verificar se tomaram as duas doses de vacina tríplice viral (MMR – sarampo, rubéola e caxumba). Se receberam somente a primeira dose com 1 ano de idade, então é necessário que seja feita a segunda dose.

Todas as pessoas que receberam menos de duas doses de vacina para caxumba, registradas em caderneta de vacinação, administradas a partir de 12 meses, e com intervalo mínimo de 30 dias entre elas são consideradas suscetíveis a desenvolver a doença.

Segundo o CENTRO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DA COORDENADORIA DE CONTROLE DE DOENÇAS DA SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE a profilaxia (vacinação) pós-exposição está indicada nos comunicantes acima de 12 meses de idade.

Para aqueles que nunca receberam a vacina devem receber duas doses com intervalo de 30 dias.

Os surtos que vêm ocorrendo no estado de São Paulo, não são motivos de alarme, porém são motivos de alerta para que seja feita uma revisão das condições das vacinas tríplices virais e atenção especial para a realização da segunda dose.

Converse com seu médico. Previna-se. Proteja-se. Proteja sua família.

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