Bebida Alcoólica e Gravidez

As bebidas alcoólicas em geral (vinho, cerveja, uísque, gin, vodka, licor, etc.) devido à presença do etanol (álcool), são consideradas “o vetor mais relevante de retardo mental nos filhos de mães alcoolistas, e o principal responsável por teratogenias no mundo ocidental”, segundo informe da Sociedade Brasileira de Pediatria.

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A teratogenia pode ser traduzida de maneira simplificada como sendo a capacidade de produzir malformações. Quer dizer que o álcool seria o principal responsável pelo aparecimento de defeitos nas crianças no mundo ocidental.

É evidente que nenhuma mãe deseja que seus filhos tenham algum retardo mental ou sofram de algum defeito, porém, sabemos que grande número de futuras mamães desconhecem o efeito do álcool em seu organismo e desconhecem também qual seria o efeito do álcool no bebê.

O que vamos informar são citações científicas, publicadas em trabalhos médicos por todo o mundo e também citações contidas em publicação da Sociedade Brasileira de Pediatria que se chama Efeitos do álcool na gestante, no feto e no recém-nascido cuja leitura completa recomendamos e que pode ser acessada no seguinte endereço na internet: http://www.spsp.org.br/downloads/alcool.pdf

Pois bem, primeiramente é importante que se saiba que na grávida o álcool cruza a placenta, via sangue materno, vai para o líquido amniótico e para o feto, de modo que em aproximadamente uma hora os níveis de álcool no sangue fetal e no líquido amniótico são equivalentes aos do sangue da mãe.

Nem a placenta e muito menos o fígado do bebê têm condições adequada para eliminar este álcool de forma que esta eliminação vai depender da volta do sangue do feto para a circulação da mãe e aí então sofrer a eliminação.

Portanto, o grau de alcoolismo a que se expõe a mãe é o mesmo que ela vai obrigar o seu bebê a se expor, porém com danos muito maiores para o feto que não tem como se defender.

Podem ocorrer danos antes do nascimento como:

  • Malformações faciais;
  • Aumento da incidência de aborto espontâneo;
  • Lesão de células do cérebro.

Além disso, causa retardo de crescimento intrauterino e compromete o parto, aumentando o risco de infecções, descolamento prematuro de placenta, hipertonia uterina, trabalho de parto prematuro e presença de mecônio no líquido amniótico, que é uma forte indicação de sofrimento fetal.

Estas malformações relacionadas ao uso de álcool levou à definição de um padrão específico de malformações nas crianças nascidas de mulheres alcoolistas, denominado de síndrome alcoólica fetal (SAF), que é uma condição irreversível caracterizada por anomalias craniofaciais típicas, deficiência de crescimento, disfunções do sistema nervos central e várias malformações associadas.

Também é muito provável que o líquido amniótico da grávida alcoolista se torne um reservatório de etanol, uma vez que o nível de etanol no líquido amniótico permanece elevado por mais tempo do que no sangue materno.

Após as primeiras 24 semanas o feto já ingere o líquido amniótico e se o mesmo contiver álcool já estará “bebendo” antes de nascer.

“A pior consequência da ingestão de álcool pela grávida é, sem sombra de dúvida, o retardo mental, pois o cérebro é particularmente vulnerável á exposição ao álcool durante a gestação.”

Existem diversas outras anomalias que podem ocorrer afetando o coração, os rins, etc.

Até hoje não se tem bem definida qual é a dose mínima de álcool que poderia ser ingerida sem causar dano ao feto, portanto, o mais sensato seria a abstinência completa do álcool pela gestante.

Necessário também atenção das mulheres em idade fértil ou mais ainda aquelas que estão tentando engravidar, porque o álcool será também extremamente danoso ao feto nas primeiras semanas, quando a mulher ainda nem sabe se está grávida.

A agressão e as consequências do álcool sobre o feto e sobre o recém nascido são de total responsabilidade da grávida que, consciente dos danos, tem 100% de chance de evitar os danos causados pelo álcool no seu pequeno tesouro.

Converse com seu ginecologista, converse com seu pediatra e cuide bem do seu bebê que está para nascer, ele depende exclusivamente de você.

 

 

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