ADULTO PODE TER COQUELUCHE?

ADULTO PODE TER COQUELUCHE?

 

Sim, os adultos têm tido coqueluche com uma frequência importante, a ponto de chamar atenção dos órgãos de controle da saúde pública.

A coqueluche, também conhecida como tosse comprida, é uma doença infecciosa aguda, imunoprevenível, altamente contagiosa, causada pela bactéria Bordetella Pertussis.

Com a instituição da vacina contra a coqueluche, houve uma redução importante nos casos por todo o mundo. Ainda assim, a doença permanece endêmica, com surtos epidêmicos a cada três a cinco anos. Atualmente, é considerada uma doença reemergente.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), entre 20 milhões e 40 milhões de casos são registrados anualmente em todo o mundo, dos quais entre 200 mil e 400 mil são óbitos.

Sabe-se que após aproximadamente 10 anos da última dose vacinal ocorre a perda da imunidade vacinal ou da imunidade conferida pela própria doença natural, o que torna os jovens e adultos susceptíveis  a contraírem a doença.

Em adultos a doença muitas vezes passa despercebida uma vez que é confundida com “resfriado mal curado”, uma vez que o paciente, após um quadro inicial semelhante a um resfriado comum, passa a apresentar tosse persistente que se arrasta por semanas.

Durante este período de tosse persistente este paciente estará espalhando a doença para todos aqueles que são de seu convívio, e que muito provavelmente (entre 80 a 100%) vão contrair a doença.

Além do adulto sofrer com os sintomas, ainda corre o risco de desenvolver complicações respiratórias, algumas delas graves.

As manifestações clínicas geralmente são divididas em três estágios distintos: catarral, paroxístico e de convalescença. No estágio catarral, que tem início progressivo e mais lento, há coriza, febre baixa, tosse seca, olhos lacrimejantes, similar a um resfriado comum, com duração de uma a duas semanas.

Em seguida vem o chamado estágio paroxístico, com tosse mais intensa e irritativa que pode durar de duas até doze semanas.

A febre é ausente ou mínima. Quando surge febre alta, geralmente, está associada a complicações.

Quando o tratamento adequado já é instituído na fase catarral, modifica o curso da doença, reduzindo os sintomas assim como o tempo de transmissão, porém o tratamento com antimicrobianos é recomendado mesmo nas fases mais adiantadas da doença, visando à cura bacteriológica e limitando a disseminação dos organismos para outros.

Estudos recentes evidenciam que casos de coqueluche em crianças tenham como fonte de infecção os pais, irmãos adolescentes, avós e babás.

Para que a doença possa se controlada e ter sua disseminação restringida a melhor opção existente é a vacinação.

Hoje, a literatura médica recomenda uma dose de reforço da vacina contra a coqueluche a cada 10 anos, sem limitação de idade.

Converse com seu médico, converse com a Labene.

A Labene Clínica e Vacinas está sempre atenta para oferecer o que há de melhor

 

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